quinta-feira, 8 de abril de 2010

Meu filho não estaria morto!

Um casal de missionários recém chegado para trabalhar na Índia estava
à beira do rio Ganges - rio que corta quase todo país indiano. O casal
orava e observava atentamente as pessoas que ali faziam suas preces,
que se banhavam nas águas sujas do rio, depositavam os cadáveres de
seus entes queridos seguindo as leis do Hinduísmo e a multidão de
turistas que ali estava para fotografar e receber uma bênção especial
do rio mais sagrado, misterioso e adorado da Ásia.
De repente, uma cena estranha e bizarra lhes roubou a atenção. Uma
mulher que descia em direção ao rio, com passos firmes e rápidos,
segurava em seus braços uma criança imóvel e indefesa. Aquela mulher
ao aproximar-se da margem do rio, desenrolou a criança que estava se
mexendo lentamente e a lançou com toda força nas correntezas do
Ganges. Tudo foi muito rápido, estranho e inesperado.
As águas barrentas do rio engoliram ferozmente a pobre criança
indefesa, que não teve nem tempo de dar o último suspiro. Como será a
reação de alguém que está se afogando em águas fundas e escuras de um
rio? E como se sente uma criança de colo que se afoga sem ter o
direito de chorar?
Após essa ação trágica e triste, a jovem mulher prostrou-se diante das
águas e começou a fazer alguns rituais e súplicas. Coisas estranhas
aos olhos de um cristão, que não está acostumado a ver tais práticas.
O casal de missionários, perplexo, resolveu se aproximar da jovem
mulher para abordá-la, fazer-lhe algumas perguntas e, quem sabe,
ajudá-la a mudar de vida:
- Quem era aquela criança? - Perguntou o casal.
- Era meu filho - Respondeu firmemente a jovem mulher.
- Você o amava?
- Claro que sim, eu o amava muito. Era meu único filho.
- Então, por que você o jogou no rio para que ele morresse?
- Porque o deus que eu sirvo me pediu como sacrifício vivo. Apenas o obedeci!
Naquele instante, diante de tal resposta, o casal movido de muita
compaixão e amor por aquela mulher que estava cega pela religião
hindu, começou a falar-lhe sobre o amor de Deus por nós e o sacrifício
que já foi feito por Jesus na cruz, para que não precisássemos mais
fazer esse tipo oferenda viva. Eles gastaram algumas horas conversando
e orando por aquela jovem senhora. Ela entendeu o plano de salvação e
com o coração quebrantado e arrependido, entregou a sua vida para
Jesus. Decidiu abandonar aquela religião maldita.
Depois que entendeu o erro que havia cometido ao lançar o único filho
ao rio, a mulher com os olhos cheios de lágrimas e soluços, fitou o
casal de missionários e exclamou em alta voz:
- Se vocês tivessem vindo a algumas horas antes, para me falar sobre
Jesus e o amor de Deus, o meu filho não estaria morto. Eu ainda o
teria comigo em meus braços!!!
O que você faria se fosse um dos missionários que presenciou aquela
cena inusitada? Qual seria a sua resposta à aquela jovem e triste mãe?
De quem é a culpa, quando tanta gente morre sem conhecer a Cristo?

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